quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sintése
Livro: Um Salto para o Futuro
2.1 Internet na Escola e Inclusão (Marco Silva)
O texto relata o uso da internet na escola como uma exigência da cibercultura, como um novo espaço de sociabilidade, de organização, informação, conhecimento e educação.
Se a escola não inclui a internet na educação das novas gerações, ela está na contramão da história. Quando o professor convida o aprendiz a um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas contribui pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na cibercultura.
Cibercultura quer dizer, modos de vida e de comportamento assimilidados e transmitidos na vivência histórica e cotidiana, marcada pelas tecnologias informáticas, mediando a comunicação e a informação via internet.
A contribuição da educação para a inclusão do aprendiz na cibercultura, exige um aprendizado prévio por parte do professor. Não basta convidar o aluno a um site para se promover inclusão na cibercultura, ele precisara se dar conta de pelo menos quatro exegências da cibercultura oportunamente favoravéis à educação cidadã.
O Professor precisa entender a transitação entre a mídia clássica e a mídia on-line. A mídia clássica se contenta com fixar, reproduzir e transmitir a mensage, buscando o maior alcance e a melhor difusão. Do outro lado, a mídia on-line,o intergente experimenta uma grande evolução. Essa mídia tem muito mais o que dizer ao professor.
Na perspectiva do hipertexto, o professor constrói uma rede e define um conjunto de territórios a explorar. Ele oferece multíplas informçãoes, sabendo que estas potencializam consideravelmente ações que resultam em conhecimento.
O professor estimula cada aluno a contribuir com novas informações e a cirar e oferecer mais e melhores precursos, participando como co-autor do processo de comunicação e de aprendizagem. No processo da interatividade, o professor pode deixar de ser um transmissor de saberes para convertes-se em um formulador de problemas, provocador de interropções, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências e memoria viva de uma educação que, em lugar de prender-se a transmição valoriza e possibilita o dialógo e a colaboração.
È importante para o professor saber distinguir a interfaces da internet, sendo elas, ferramentas que podem potencializar a comunicação e a aprendizagem do individuo. Disponibilizando o acesso a um mundo de informações, fornecendo conteúdos didáticos multimídia para estudo.
Na especificidade da EJA, o olhar da pesquisa não pode dispensar o saber e a percepção de seus interlecutores, o voltar-se sobre si mesmo. Isso demanda daqueles que atuam na investigação – formação, fazer emergir os sentidos que cada sujeito professor-educador pode encontrar nas relações que prodeuz, nas diferentes dimensões da vida em que se forma, se deforma e se transforma.

Referências Biliográficas:
ALVES, Nilda. A experiência da diversidade no cotidiano e suas conseqüências na formação de professoras. In
CASTELLANO, Solange, FILHO, Aldo (Orgs.). Cultura e conhecimento de professores. Rio de Janeiro:
DP&A, 2002. (O sentido da escola).
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOERNE, Juan José M. Reporte de la investigación: Tendencias hacia la profesión del educador de adultos en
América Latina. Programa Cyril O Houle Scholars/ Departamento de Educación de Adultos de la Universidad
de Georgia, USA. México, D.F. septiembre.
JOHNSON, Steven. A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e de comunicar.
Trad. Maria L. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
LAROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n. 21, p. 20-
28. Rio de Janeiro: Anped, 2002.
LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.
LEVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos I. da Costa. São Paulo: Ed. 34, 1999.
________ . Inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Trad. L. Rouanet. São Paulo: Loyola,
1998.
LINHARES, Célia F. Múltiplos sujeitos da educação: a produção de sujeitos e subjetividades de professores e
estudantes In LINHARES, Célia F. (Org.). Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa. 2.ed.
O que é um bom curso a distância (José Manuel Moran)
Em educação à distância, um dos grandes problemas é o ambiente, ainda reduzido a um lugar onde se procuram textos e conteúdos. Um bom curso é mais do que conteúdo, é pesquisa, troca e produção conjunta.
Para suprir a menor disponibilidade ao vivo do professor é importante ter materiais mais elaborados, mais auto-explicativos e com mais desdobramentos. Isso implica montar uma equipe interdisciplinar, com pessoas da área técnica e pedagógica que saibam trabalhar junta, cumprir prazos e dar contribuições significativas.
Um curso presencial quanto um curso a distância, ambos possuem os mesmos ingredientes para terem qualidade. Dependem de educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas e que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais vale a pena entrar em contato, porque vamos sair enriquecidos. O grande educador atrai não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal.
Dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador.
Um bom curso presencial ou a distância necessitam também de administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro, que apóiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
Portanto, a aprendizagem não se faz só na sala de aula, mas nos inúmeros espaços de encontros, de pesquisa e de produção que as grandes instituições propiciam aos seus professores e alunos. Avançaremos mais se soubermos adaptar aos programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões como o cotidiano, com o inesperado, se conseguirmos transformar o curso em uma comunidade viva de investigação, com atividades de pesquisa e de comunicação.
Um bom curso a distância é aquele que nos entristece quando está terminando, e nos motiva para encontrarmos formas de manter os vínculos criados. È aquele que termina academicamente, mas continua na lista de discussão, com trocas posteriores, colegas se ajudando, enviando novos materiais, informações e apoios.
Professores e alunos, todos precisamos estar atentos para valorizar as oportunidades que vai tendo de participar de experiências significativas de ensino-aprendizagem presenciais e virtuais. Elas nos mostram que estamos no caminho certo e contribuem para nossa maior realização profissional e pessoal.

Referências bibliográficas
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica.
3. ed. Campinas: Papirus, 2001.
www.eca.usp.br/prof/moran


Desafios da televisão e do vídeo na escola..

Síntese
Livro: Um Salto para o Futuro
3.3 Desafios da televisão e do vídeo à escola (José Manuel Moran)
Destaca-se neste texto a importância da televisão e do vídeo no contexto escolar. A televisão, o cinema e o vídeo são meios de comunicação audiovisuais que desempenham indiretamente um papel educacional relevante. Passa-nos continuamente informações interpretadas, mostram modelos de comportamentos, ensinam linguagens coloquiais, multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
Nos educadores, fazemos pequenas adaptações, damos verniz de modernidade nas nossas aulas, mas fundamentalmente continuamos prendendo os alunos pela força e os mantemos confinados em espaços barulhentos, sufocantes, apertados e fazendo atividades pouco atraentes.
A eficácia de comunicação dos meios eletrônicos, em particular da televisão deve-se também à capacidade de articulação, de superposição e de combinação de linguagens diferentes- imagens, falas, música, escrita com uma narrativa fluida, uma lógica pouco delimitada, gêneros, conteúdos e limites éticos pouco preciso, o que lhe permite alto grau de entropia, flexibilidade e de adaptações à concorrência a novas situações.
A televisão estabelece uma conexão aparentemente lógica entre mostrar e demonstrar. Mostrar é igual a demonstrar, a aprova e a comparar. Uma  situação isolada converte-se em situação paradigmática, padrão e universal. Ao mesmo tempo, o não - mostrar equivale a não existir, a não acontecer. O que não se vê, perde a existência. 
Vivemos uma época de grandes desafios no ensino, focando na aprendizagem. Vale à pena pesquisar novos caminhos de interação do humano, do tecnológico, do sensorial, do emocional, do racional, do ético, do presencial e do virtual de interação da escola, do trabalho e da vida.
Concluindo, os modelos de educação tradicional, não nos servem mais. Por isso é importante experimentar algo novo a cada semestre. Fazer as experiências possíveis nas nossas condições concretas, assim, pouco a pouco iremos avançando e mudando.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas....

 

"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
 

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado".
Rubem Alves