quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Síntese Livro Um Salto para o Futuro

1.5: Prática e formação de professores na integração de mídias. Prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias.

O homem constitui-se em sua humanidade à medida que desenvolve sua capacidade de fazer escolhas e lançar no mundo, transformando-se e transformando-o, em busca de desenvolver projetos para atingir metas e satisfazer desejos pessoais e coletivos a partir de valores históricos, culturalmente situados e socialmente acordados. (Machado, 2000, p.2).

Projeto é uma construção própria do ser humano, que se concretiza a partir de uma situação problemática em uma situação desejada. A realização das atividades produz um movimento no sentido de buscar atingir, no futuro, uma nova situação que responda às suas indagações, acontecem imprevistos e mudanças fazem-se necessárias, evidenciando que o projeto traz em seu bojo as ideias de previsão de futuro, abertura para mudanças, autonomia na tomada de decisões e flexibilidade.

O projeto é desenvolvido pelas pessoas que pensam sobre ele e atuam em sua realização. Os autores são aqueles que participam de todo o desenvolvimento do projeto, concebem e discutem as problemáticas, descrevem e registram um plano para investiga-las e produzir resultados, desenvolvem as ações e avaliam continuamente se os resultados que vão sendo obtidos são aceitáveis em termos de satisfazer as intenções desejadas, responder às perguntas iniciais ou avançar em sua compreensão e até alterar as perguntas iniciais ou levantar novas perguntas.

Ao desenvolver projetos em sala de aula, é importante levantar problemáticas relacionadas com a realidade do aluno, cujas questões e temáticas em estudo partem do conhecimento que ele traz de seu contexto e buscam desenvolver investigações para construir conhecimento cientifico que ajude este aluno a compreender o mundo e a conviver criticamente na sociedade.

Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propicias pelas tecnologias disponíveis na escola bem como criar dinâmicas que permitem estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias são desafios para a educação atual que requerem o desenvolvimento de programas de formação continuada de professores.

No entanto, para que o professor possa expandir o seu olhar para outros horizontes, é importante que ele esteja engajado em programas de formação continuada, cujo grupo em formação reflete em conjunto sobre as práticas em realização e tem chances de encontrar diferentes alternativas para avançar nesse trabalho de integração entre mídias e conhecimento, propiciando as interconexões entre aprendizagens e construção de conhecimento, cognição e contexto, bem como o redimensionamento do papel da escola como uma organização produtora de conhecimento.

O advento das tecnologias de informação e comunicação, resultante da junção entre informática e telecomunicações, gerou novos desafios e oportunidades para a incorporação de tecnologias na escola em relação às diferentes formas de representação e comunicação de ideias. A característica de propiciar a interação e a construção colaborativa de conhecimento da tecnologia de informação e comunicação evidenciou o potencial de incitar o desenvolvimento das habilidades de escrever, ler, interpretar textos e hipertextos.

O uso do Hipertexto rompe com as sequencias estáticas e lineares de caminho único, com inicio, meio e fim fixados previamente. O autor disponibiliza um leque de possibilidades informacionais que permite ao leitor dar ao hipertexto um movimento singular, ao interligar as informações segundo seus interesses e necessidades momentâneos, navegando e construindo suas próprias sequencias e rotas.

É importante integrar a potencialidades das tecnologias de informação e comunicação nas atividades pedagógicas, de modo que favoreça a representação textual e hipertextual do pensamento do aluno, a seleção, a articulação e a troca de informações, bem como o registro sistemático de processos e respectivas produções para que possa recuperá-las, refletir sobre elas, tomar decisões, efetuar as mudanças que se fizerem necessárias, estabelecer novas articulações com conhecimentos e desenvolver a espiral da aprendizagem.

O professor é um artista que busca projetar as bases de um currículo intrinsecamente motivador para o aluno tornar-se leitor e escritor. Não é o professor quem planeja para os alunos executarem, ambos são parceiros e sujeitos do processo de conhecimento, cada um atuando segundo seu papel e nível de desenvolvimento.

Atuando nessa perspectiva o professor tem uma intencionalidade como responsável pela aprendizagem de seus alunos, e esta constitui seu projeto de atuação, elaborada com vistas e respeitar os diferentes estilos e ritmos de trabalho dos alunos, incentivar o trabalho colaborativo em sala de aula no que se refere ao planejamento, escolha do tema e respectiva problemática a ser investigada e registrada em termos do processo e respectivas produções, orientar o emprego de distintas tecnologias incorporadas aos projetos dos alunos, trazendo contribuições à aprendizagem.

Essa prática pedagógica é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, as tecnologias disponíveis, a escola e seu entorno e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominando ambiente de aprendizagem.

No processo de formação, o educador tem a oportunidade de vivenciar distintos papéis, como o de aprendiz, observador da atuação de outro educador, o papel de gestor de atividades desenvolvidas em grupo com seus colegas em formação e o papel de mediador junto com outros aprendizes.

Não se trata de uma formação voltada para atuação no futuro, mais sim de uma formação direcionada pelo presente, tendo como pano de fundo a ação imediata do educador. Procura-se estabelecer uma congruência entre o processo vivido pelo educador formando e sua pratica profissional.

 

Síntese Livro Um Salto para o Futuro

1.2: Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras, as ideias.

E as câmeras chegaram razoavelmente acessíveis; estão aí, à mão, para serem usadas e se possível bem utilizada. Portanto, restam as ideias. Penso que numa perspectiva de pedagogia de projetos uma delas deveria ser justamente esta: a de integrar todas as linguagens que as diferentes mídias permitem a realizar uma grande conversa entre elas.

Com uma câmera de vídeo dentro da sala de aula ou da escola, os alunos, ao criarem seus próprios produtos audiovisuais, tendem a repetir os modelos massificados que estão acostumados a ver diariamente nas telas da televisão e, em menor escala, do cinema.

As escolas podem ser as oficinas que engendram a nova cultura se professores e alunos aprenderem a superar as intransigências e compreenderem que: “a inteligência em relação a tudo quanto é novo é um dos piores defeitos de home”.

Talvez o grande desafio para a educação na sociedade telemiática seja justamente o de estimular a expressão dessa complementaridade que permanece, muitas vezes, latente entre a educação e as mídias em especial a televisão, por ser aquela que, hoje, consegue alcançar o maior número de pessoas e compõem de igual maneira o cotidiano de professores e alunos, supera a hierarquia imposta pela escola e transforma todos os envolvidos no processo em telespectadores dos mesmo programas, das mesma imagens e sons.

Apreender essa linguagem que é outra e a mesma sempre é, pois, um desafio para todos, ultrapassando a ideia de aprender e ensinar que maraca fortemente a educação. A televisão expressa uma linguagem publica, por isso mesmo alegórica, feita para uma massa de pessoas que conhece seus rudimentos e muitas vezes, adentrou o universo da linguagem audiovisual sem dominar os códigos da língua escrita.

Essa nova cultura tele midiática, ou seja, essa nova forma de estar no mundo, esta a desafiar professores, alunos e sistemas de ensino. Todos podem aprender com a televisão, que, aliada a outras técnicas, está aí exigindo uma nova postura educacional da sociedade.

Educar para a televisão envolve ações que procuram, principalmente, formar um telespectador criterioso, que saiba ver com clareza o que lhe é apresentado, que possa escolher com competência o que deseja ou não ver.  Educar com a televisão abrange atividades que lançam mão da linguagem televisiva para apresentação e o desenvolvimento de determinados assuntos ou conteúdos.

A narrativa da televisão é feita de imagens e sons, mas também de tempo e espaço. A escola está tão preocupada com sua própria estrutura feita de conteúdos, de grades curriculares, de seriações, que se esquece de ver e de sentir outras dimensões das coisas, das narrativas que utiliza, enfim, da própria vida que pulsa dentro e fora dela.

Um filme, por exemplo, não cabe na escola. Para que aconteça uma projeção, são necessários verdadeiros malabarismos, novos arranjos de turmas, horários extras, acordos apressados. Tudo isso porque a escola ainda é uma instituição muito restrita a duas linguagens apenas: a escrita e a oral. Quando o filme é apresentado por inteiro, é possível identificar logo de saída o enredo, a historia que o filme conta e que se limita a despertar o prazer de rir, chorar, afligir, gostar ou não.

Assim o audiovisual alcança níveis de percepção humana que outros meios não. E, para bem ou mal, podem se constituir em fortes elementos de criação e modificação de desejos e de conhecimento, superando os conteúdos e os assuntos que os programas pretendem veicular e que, nas escolas, professores e alunos desejam receber, perceber e a partir deles, criar os mecanismos de expansão de suas próprias ideias.

Referências Bibliográficas:                     

ALMEIDA, Milton José de. Imagens e sons: a nova cultura oral. São Paulo: Cortez, 1994.

HEGEL, G. W. F. Estética: a idéia e o ideal. Lisboa: Guimarães Editores, 1972.

LEONARDI, Victor. Jazz em Jerusalém: inventividade e tradição na história cultural. São Paulo: Nankin Editorial,1999.

ROUANET, Sérgio Paulo. Apresentação. Origem do drama barroco alemão. São Paulo, 1984

Resenha Filme: Piratas do Vale do Silício


O filme relata a história da criação de duas empresas importantes no mercado da informática, a Aplle e Microsoft. Lideradas por dois grandes empresários sendo eles: Steve Jobs e Bill Gates. Inicia-se no ano de 1971, e foi gravado em 1999.

Steve Jobs estava se destacando no mercado por suas inovações, criação de computadores e de um sistema original. Já Bill Gates comandava uma pequena empresa de software que também prestava serviços a outras empresas. No decorrer da história Bill Gates consegue dar um salto em sua empresa e consequentemente no mercado da informática. Em uma das cenas, Bill Gates participa de uma reunião com a empresa IBM, onde o mesmo garante que a Microsoft poderia desenvolver o sistema operacional que eles desejavam nesse momento a IBM se interessa em olhar a proposta de Bill Gates. Foi possível para Bill Gates perceber que era hora de uma grande transformação na Microsoft, pois a concorrência estava muito próxima.

Nesse momento houve á ideia da Microsoft se aproximar e infiltrar-se na Aplle, prestando serviços e trabalhando com eles. Os dias e os anos se passaram, Bill Gates passa a desenvolver sistemas operacionais para Aplle, com intuito de querer ampliar sua transformar ampliar sua empresa Bill Gates tem a ideia de copiar as informações de sua concorrente. Essa ação fez a Microsoft entrar com tudo no mundo da informática, com o sistema operacional Windows tendo os direitos reservados apenas para a Microsoft.

Uma história que relata dois jovens que entraram no mundo da tecnologia inicialmente por diversão, mas com o tempo mudaram seus conceitos e transformaram o mercado tecnológico.

Concluindo, o filme nos mostra a importância da tecnologia como alto teor competitivo principalmente entre as empresas. Numa sociedade contemporânea em que vivemos hoje, a tecnologia e a informação assumem um grau de importância para que possamos nos manter atualizados e informados tecnologicamente. A tecnologia é atualizada a cada dia, portanto, é importante nos atualizarmos e inovarmos sempre que possível. No mundo empresarial, estar atualizado e informado é estar sempre à frente dos concorrentes, da mesma forma no mundo educacional, é de suma importância incluir a tecnologia nas praticas pedagógicas e no processo ensino aprendizagem.