quarta-feira, 2 de outubro de 2013


Síntese Livro Um Salto para o Futuro

1.5: Prática e formação de professores na integração de mídias. Prática pedagógica e formação de professores com projetos: articulação entre conhecimentos, tecnologias e mídias.

O homem constitui-se em sua humanidade à medida que desenvolve sua capacidade de fazer escolhas e lançar no mundo, transformando-se e transformando-o, em busca de desenvolver projetos para atingir metas e satisfazer desejos pessoais e coletivos a partir de valores históricos, culturalmente situados e socialmente acordados. (Machado, 2000, p.2).

Projeto é uma construção própria do ser humano, que se concretiza a partir de uma situação problemática em uma situação desejada. A realização das atividades produz um movimento no sentido de buscar atingir, no futuro, uma nova situação que responda às suas indagações, acontecem imprevistos e mudanças fazem-se necessárias, evidenciando que o projeto traz em seu bojo as ideias de previsão de futuro, abertura para mudanças, autonomia na tomada de decisões e flexibilidade.

O projeto é desenvolvido pelas pessoas que pensam sobre ele e atuam em sua realização. Os autores são aqueles que participam de todo o desenvolvimento do projeto, concebem e discutem as problemáticas, descrevem e registram um plano para investiga-las e produzir resultados, desenvolvem as ações e avaliam continuamente se os resultados que vão sendo obtidos são aceitáveis em termos de satisfazer as intenções desejadas, responder às perguntas iniciais ou avançar em sua compreensão e até alterar as perguntas iniciais ou levantar novas perguntas.

Ao desenvolver projetos em sala de aula, é importante levantar problemáticas relacionadas com a realidade do aluno, cujas questões e temáticas em estudo partem do conhecimento que ele traz de seu contexto e buscam desenvolver investigações para construir conhecimento cientifico que ajude este aluno a compreender o mundo e a conviver criticamente na sociedade.

Compreender as diferentes formas de representação e comunicação propicias pelas tecnologias disponíveis na escola bem como criar dinâmicas que permitem estabelecer o diálogo entre as formas de linguagem das mídias são desafios para a educação atual que requerem o desenvolvimento de programas de formação continuada de professores.

No entanto, para que o professor possa expandir o seu olhar para outros horizontes, é importante que ele esteja engajado em programas de formação continuada, cujo grupo em formação reflete em conjunto sobre as práticas em realização e tem chances de encontrar diferentes alternativas para avançar nesse trabalho de integração entre mídias e conhecimento, propiciando as interconexões entre aprendizagens e construção de conhecimento, cognição e contexto, bem como o redimensionamento do papel da escola como uma organização produtora de conhecimento.

O advento das tecnologias de informação e comunicação, resultante da junção entre informática e telecomunicações, gerou novos desafios e oportunidades para a incorporação de tecnologias na escola em relação às diferentes formas de representação e comunicação de ideias. A característica de propiciar a interação e a construção colaborativa de conhecimento da tecnologia de informação e comunicação evidenciou o potencial de incitar o desenvolvimento das habilidades de escrever, ler, interpretar textos e hipertextos.

O uso do Hipertexto rompe com as sequencias estáticas e lineares de caminho único, com inicio, meio e fim fixados previamente. O autor disponibiliza um leque de possibilidades informacionais que permite ao leitor dar ao hipertexto um movimento singular, ao interligar as informações segundo seus interesses e necessidades momentâneos, navegando e construindo suas próprias sequencias e rotas.

É importante integrar a potencialidades das tecnologias de informação e comunicação nas atividades pedagógicas, de modo que favoreça a representação textual e hipertextual do pensamento do aluno, a seleção, a articulação e a troca de informações, bem como o registro sistemático de processos e respectivas produções para que possa recuperá-las, refletir sobre elas, tomar decisões, efetuar as mudanças que se fizerem necessárias, estabelecer novas articulações com conhecimentos e desenvolver a espiral da aprendizagem.

O professor é um artista que busca projetar as bases de um currículo intrinsecamente motivador para o aluno tornar-se leitor e escritor. Não é o professor quem planeja para os alunos executarem, ambos são parceiros e sujeitos do processo de conhecimento, cada um atuando segundo seu papel e nível de desenvolvimento.

Atuando nessa perspectiva o professor tem uma intencionalidade como responsável pela aprendizagem de seus alunos, e esta constitui seu projeto de atuação, elaborada com vistas e respeitar os diferentes estilos e ritmos de trabalho dos alunos, incentivar o trabalho colaborativo em sala de aula no que se refere ao planejamento, escolha do tema e respectiva problemática a ser investigada e registrada em termos do processo e respectivas produções, orientar o emprego de distintas tecnologias incorporadas aos projetos dos alunos, trazendo contribuições à aprendizagem.

Essa prática pedagógica é uma forma de conceber educação que envolve o aluno, o professor, as tecnologias disponíveis, a escola e seu entorno e todas as interações que se estabelecem nesse ambiente, denominando ambiente de aprendizagem.

No processo de formação, o educador tem a oportunidade de vivenciar distintos papéis, como o de aprendiz, observador da atuação de outro educador, o papel de gestor de atividades desenvolvidas em grupo com seus colegas em formação e o papel de mediador junto com outros aprendizes.

Não se trata de uma formação voltada para atuação no futuro, mais sim de uma formação direcionada pelo presente, tendo como pano de fundo a ação imediata do educador. Procura-se estabelecer uma congruência entre o processo vivido pelo educador formando e sua pratica profissional.

 

Síntese Livro Um Salto para o Futuro

1.2: Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras, as ideias.

E as câmeras chegaram razoavelmente acessíveis; estão aí, à mão, para serem usadas e se possível bem utilizada. Portanto, restam as ideias. Penso que numa perspectiva de pedagogia de projetos uma delas deveria ser justamente esta: a de integrar todas as linguagens que as diferentes mídias permitem a realizar uma grande conversa entre elas.

Com uma câmera de vídeo dentro da sala de aula ou da escola, os alunos, ao criarem seus próprios produtos audiovisuais, tendem a repetir os modelos massificados que estão acostumados a ver diariamente nas telas da televisão e, em menor escala, do cinema.

As escolas podem ser as oficinas que engendram a nova cultura se professores e alunos aprenderem a superar as intransigências e compreenderem que: “a inteligência em relação a tudo quanto é novo é um dos piores defeitos de home”.

Talvez o grande desafio para a educação na sociedade telemiática seja justamente o de estimular a expressão dessa complementaridade que permanece, muitas vezes, latente entre a educação e as mídias em especial a televisão, por ser aquela que, hoje, consegue alcançar o maior número de pessoas e compõem de igual maneira o cotidiano de professores e alunos, supera a hierarquia imposta pela escola e transforma todos os envolvidos no processo em telespectadores dos mesmo programas, das mesma imagens e sons.

Apreender essa linguagem que é outra e a mesma sempre é, pois, um desafio para todos, ultrapassando a ideia de aprender e ensinar que maraca fortemente a educação. A televisão expressa uma linguagem publica, por isso mesmo alegórica, feita para uma massa de pessoas que conhece seus rudimentos e muitas vezes, adentrou o universo da linguagem audiovisual sem dominar os códigos da língua escrita.

Essa nova cultura tele midiática, ou seja, essa nova forma de estar no mundo, esta a desafiar professores, alunos e sistemas de ensino. Todos podem aprender com a televisão, que, aliada a outras técnicas, está aí exigindo uma nova postura educacional da sociedade.

Educar para a televisão envolve ações que procuram, principalmente, formar um telespectador criterioso, que saiba ver com clareza o que lhe é apresentado, que possa escolher com competência o que deseja ou não ver.  Educar com a televisão abrange atividades que lançam mão da linguagem televisiva para apresentação e o desenvolvimento de determinados assuntos ou conteúdos.

A narrativa da televisão é feita de imagens e sons, mas também de tempo e espaço. A escola está tão preocupada com sua própria estrutura feita de conteúdos, de grades curriculares, de seriações, que se esquece de ver e de sentir outras dimensões das coisas, das narrativas que utiliza, enfim, da própria vida que pulsa dentro e fora dela.

Um filme, por exemplo, não cabe na escola. Para que aconteça uma projeção, são necessários verdadeiros malabarismos, novos arranjos de turmas, horários extras, acordos apressados. Tudo isso porque a escola ainda é uma instituição muito restrita a duas linguagens apenas: a escrita e a oral. Quando o filme é apresentado por inteiro, é possível identificar logo de saída o enredo, a historia que o filme conta e que se limita a despertar o prazer de rir, chorar, afligir, gostar ou não.

Assim o audiovisual alcança níveis de percepção humana que outros meios não. E, para bem ou mal, podem se constituir em fortes elementos de criação e modificação de desejos e de conhecimento, superando os conteúdos e os assuntos que os programas pretendem veicular e que, nas escolas, professores e alunos desejam receber, perceber e a partir deles, criar os mecanismos de expansão de suas próprias ideias.

Referências Bibliográficas:                     

ALMEIDA, Milton José de. Imagens e sons: a nova cultura oral. São Paulo: Cortez, 1994.

HEGEL, G. W. F. Estética: a idéia e o ideal. Lisboa: Guimarães Editores, 1972.

LEONARDI, Victor. Jazz em Jerusalém: inventividade e tradição na história cultural. São Paulo: Nankin Editorial,1999.

ROUANET, Sérgio Paulo. Apresentação. Origem do drama barroco alemão. São Paulo, 1984

Resenha Filme: Piratas do Vale do Silício


O filme relata a história da criação de duas empresas importantes no mercado da informática, a Aplle e Microsoft. Lideradas por dois grandes empresários sendo eles: Steve Jobs e Bill Gates. Inicia-se no ano de 1971, e foi gravado em 1999.

Steve Jobs estava se destacando no mercado por suas inovações, criação de computadores e de um sistema original. Já Bill Gates comandava uma pequena empresa de software que também prestava serviços a outras empresas. No decorrer da história Bill Gates consegue dar um salto em sua empresa e consequentemente no mercado da informática. Em uma das cenas, Bill Gates participa de uma reunião com a empresa IBM, onde o mesmo garante que a Microsoft poderia desenvolver o sistema operacional que eles desejavam nesse momento a IBM se interessa em olhar a proposta de Bill Gates. Foi possível para Bill Gates perceber que era hora de uma grande transformação na Microsoft, pois a concorrência estava muito próxima.

Nesse momento houve á ideia da Microsoft se aproximar e infiltrar-se na Aplle, prestando serviços e trabalhando com eles. Os dias e os anos se passaram, Bill Gates passa a desenvolver sistemas operacionais para Aplle, com intuito de querer ampliar sua transformar ampliar sua empresa Bill Gates tem a ideia de copiar as informações de sua concorrente. Essa ação fez a Microsoft entrar com tudo no mundo da informática, com o sistema operacional Windows tendo os direitos reservados apenas para a Microsoft.

Uma história que relata dois jovens que entraram no mundo da tecnologia inicialmente por diversão, mas com o tempo mudaram seus conceitos e transformaram o mercado tecnológico.

Concluindo, o filme nos mostra a importância da tecnologia como alto teor competitivo principalmente entre as empresas. Numa sociedade contemporânea em que vivemos hoje, a tecnologia e a informação assumem um grau de importância para que possamos nos manter atualizados e informados tecnologicamente. A tecnologia é atualizada a cada dia, portanto, é importante nos atualizarmos e inovarmos sempre que possível. No mundo empresarial, estar atualizado e informado é estar sempre à frente dos concorrentes, da mesma forma no mundo educacional, é de suma importância incluir a tecnologia nas praticas pedagógicas e no processo ensino aprendizagem.

 

 

 
Resenha Filme A Rede Social, indicado pela Professora Ana Paula Soares
Disciplina: Informática Aplicada à Educação


O filme conta a história de um jovem e seus amigos que entraram no mundo da tecnologia e revolucionaram criando uma rede social.

Uma ideia inovadora começou a surgir na cabeça de um jovem estudante da Universidade de Harvard nos Estados Unidos, o mesmo não teria noção do fenômeno que se tornaria o seu feito.

Mark Zuckerberg era um jovem nada sociável que passava boa parte do seu tempo em frente ao computador, buscando conhecer e se informar mais. Em um desses momentos Mark começa a descobrir maneiras de se comunicar com outras pessoas através da internet, sua curiosidade é tanto que o mesmo começa a compartilhar suas ideias com alguns amigos.

No entanto, começa a surgir as ideias de criação de sites de relacionamento, a partir desse momento Mark cria uma rede social que hoje é mundialmente conhecida e usada o famoso Facebook.  O mesmo trabalhou muito na elaboração desse projeto contando com o apoio financeiro de seu amigo Eduardo, mas sua intenção era que a rede fosse apenas acessível aos alunos da Universidade Harvard, porém, a popularidade do site aumenta em pouco tempo, tornando difícil controlar, pois, Mark Zuckerberg e seus amigos não tinham preparo nenhum para líder com tamanho negocio.

Quando começam a perceber que a ideia foi fantástica, os mesmos ficam deslumbrados, porém sem estruturas para conduzir tamanho negocio. Ainda jovens e inexperientes, deixam se levar pelo prestigio, pelo dinheiro e começam a viver uma vida de badalação. Sem ter um planejamento e um controle do que estava acontecendo, começam a ser influenciados por outra pessoa que já vislumbrava todo o potencial dessa rede e acabou se beneficiando e causando discórdia entre o grupo.

Um momento primordial para o crescimento do negocio, se deu com a entrada do personagem Scean Parker, que convence Mark de que é possível ganhar dinheiro com o site e iniciam uma parceria. A partir daí, a rede social foi impulsionando, pois ambos procuraram mais investidores visando melhorar o produto e atingir novos mercados.

Algumas cenas nos mostra, a persistência e a dedicação de Mark onde passava noites sem dormir trabalhando em busca de seu objetivo, podem servir de exemplos para profissionais mostrando que não basta ter um conhecimento técnico, ser empreendedor ou possuir capital financeiro para chegar onde quer, mais é preciso trabalhar muito para colher sucesso no futuro.

Podemos relacionar o filme à educação tecnológica dizendo que, o quanto é importante como profissionais buscarmos novas informação, estar atualizados, pois, o mercado é competitivo e globalizado e milhares de ideias novas são expostas todos os dias.

A ambição, a audácia e a perseverança de Mark, podem ser características do personagem que podem ser utilizadas como exemplo para se chegar ao sucesso. Tais características podem ser trabalhadas e aperfeiçoadas por profissionais do século XXI, podendo assim ser diferenciados no mercado de trabalho.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013



Atividade feita na aula de Informática Aplicada à Educação usando as formas geométricas...
Recurso: Paint

Plante o futuro


 
Um senhor já idoso amava muito as plantas. Todos os dias acordava bem cedo para cuidar de seu jardim. Fazia isso com tanto carinho e mantinha o jardim tão lindo que não havia quem não admirasse suas plantas e flores.
Certo dia resolveu plantar uma jabuticabeira.Enquanto fazia o serviço com toda  dedicação, aproximou-se dele um jovem que lhe perguntou:
- Que planta é essa que o senhor está cuidando?
- Acabo de plantar uma jabuticabeira! - respondeu.
- E quanto tempo ela demora para dar fruto? - indagou o jovem.
- Ah! Mais ou menos uns 15 anos - respondeu o velho.
- E o senhor espera viver tanto tempo assim? - questionou o rapaz.
- Não meu filho, provavelmente não comerei de seu fruto.
- Então, qual a vantagem de plantar uma árvore se o senhor não comerá de seu fruto O velho, olhando serenamente nos olhos do rapaz, respondeu:
- Nenhuma, meu filho, exceto a vantagem de saber que ninguém comeria jabuticaba se todos pensassem como você.
   O rapaz, ouvindo aquilo, despediu-se do velho e saiu pensativo.Depois de caminhar um pouco, encontrou à sua frente uma árvore e parou para descansar à sua sombra.
    De repente olhou para cima e percebeu que se tratava de uma jabuticabeira carregada de frutos maduros.


      Pôde então saborear deliciosas jabuticabas. Enquanto comia, lembrou-se da sua conversa com o velho e refletiu: "Estou comendo esta jabuticaba porque alguém há 15 anos atrás plantou esta árvore.Talvez essa pessoa não esteja mais viva, mas seus frutos estão."O importante é plantar e saber que um dia alguém será beneficiado.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sintése
Livro: Um Salto para o Futuro
2.1 Internet na Escola e Inclusão (Marco Silva)
O texto relata o uso da internet na escola como uma exigência da cibercultura, como um novo espaço de sociabilidade, de organização, informação, conhecimento e educação.
Se a escola não inclui a internet na educação das novas gerações, ela está na contramão da história. Quando o professor convida o aprendiz a um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas contribui pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na cibercultura.
Cibercultura quer dizer, modos de vida e de comportamento assimilidados e transmitidos na vivência histórica e cotidiana, marcada pelas tecnologias informáticas, mediando a comunicação e a informação via internet.
A contribuição da educação para a inclusão do aprendiz na cibercultura, exige um aprendizado prévio por parte do professor. Não basta convidar o aluno a um site para se promover inclusão na cibercultura, ele precisara se dar conta de pelo menos quatro exegências da cibercultura oportunamente favoravéis à educação cidadã.
O Professor precisa entender a transitação entre a mídia clássica e a mídia on-line. A mídia clássica se contenta com fixar, reproduzir e transmitir a mensage, buscando o maior alcance e a melhor difusão. Do outro lado, a mídia on-line,o intergente experimenta uma grande evolução. Essa mídia tem muito mais o que dizer ao professor.
Na perspectiva do hipertexto, o professor constrói uma rede e define um conjunto de territórios a explorar. Ele oferece multíplas informçãoes, sabendo que estas potencializam consideravelmente ações que resultam em conhecimento.
O professor estimula cada aluno a contribuir com novas informações e a cirar e oferecer mais e melhores precursos, participando como co-autor do processo de comunicação e de aprendizagem. No processo da interatividade, o professor pode deixar de ser um transmissor de saberes para convertes-se em um formulador de problemas, provocador de interropções, coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências e memoria viva de uma educação que, em lugar de prender-se a transmição valoriza e possibilita o dialógo e a colaboração.
È importante para o professor saber distinguir a interfaces da internet, sendo elas, ferramentas que podem potencializar a comunicação e a aprendizagem do individuo. Disponibilizando o acesso a um mundo de informações, fornecendo conteúdos didáticos multimídia para estudo.
Na especificidade da EJA, o olhar da pesquisa não pode dispensar o saber e a percepção de seus interlecutores, o voltar-se sobre si mesmo. Isso demanda daqueles que atuam na investigação – formação, fazer emergir os sentidos que cada sujeito professor-educador pode encontrar nas relações que prodeuz, nas diferentes dimensões da vida em que se forma, se deforma e se transforma.

Referências Biliográficas:
ALVES, Nilda. A experiência da diversidade no cotidiano e suas conseqüências na formação de professoras. In
CASTELLANO, Solange, FILHO, Aldo (Orgs.). Cultura e conhecimento de professores. Rio de Janeiro:
DP&A, 2002. (O sentido da escola).
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GOERNE, Juan José M. Reporte de la investigación: Tendencias hacia la profesión del educador de adultos en
América Latina. Programa Cyril O Houle Scholars/ Departamento de Educación de Adultos de la Universidad
de Georgia, USA. México, D.F. septiembre.
JOHNSON, Steven. A cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e de comunicar.
Trad. Maria L. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
LAROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n. 21, p. 20-
28. Rio de Janeiro: Anped, 2002.
LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.
LEVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos I. da Costa. São Paulo: Ed. 34, 1999.
________ . Inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Trad. L. Rouanet. São Paulo: Loyola,
1998.
LINHARES, Célia F. Múltiplos sujeitos da educação: a produção de sujeitos e subjetividades de professores e
estudantes In LINHARES, Célia F. (Org.). Ensinar e aprender: sujeitos, saberes e pesquisa. 2.ed.
O que é um bom curso a distância (José Manuel Moran)
Em educação à distância, um dos grandes problemas é o ambiente, ainda reduzido a um lugar onde se procuram textos e conteúdos. Um bom curso é mais do que conteúdo, é pesquisa, troca e produção conjunta.
Para suprir a menor disponibilidade ao vivo do professor é importante ter materiais mais elaborados, mais auto-explicativos e com mais desdobramentos. Isso implica montar uma equipe interdisciplinar, com pessoas da área técnica e pedagógica que saibam trabalhar junta, cumprir prazos e dar contribuições significativas.
Um curso presencial quanto um curso a distância, ambos possuem os mesmos ingredientes para terem qualidade. Dependem de educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas e que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais vale a pena entrar em contato, porque vamos sair enriquecidos. O grande educador atrai não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal.
Dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador.
Um bom curso presencial ou a distância necessitam também de administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro, que apóiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
Portanto, a aprendizagem não se faz só na sala de aula, mas nos inúmeros espaços de encontros, de pesquisa e de produção que as grandes instituições propiciam aos seus professores e alunos. Avançaremos mais se soubermos adaptar aos programas previstos às necessidades dos alunos, criando conexões como o cotidiano, com o inesperado, se conseguirmos transformar o curso em uma comunidade viva de investigação, com atividades de pesquisa e de comunicação.
Um bom curso a distância é aquele que nos entristece quando está terminando, e nos motiva para encontrarmos formas de manter os vínculos criados. È aquele que termina academicamente, mas continua na lista de discussão, com trocas posteriores, colegas se ajudando, enviando novos materiais, informações e apoios.
Professores e alunos, todos precisamos estar atentos para valorizar as oportunidades que vai tendo de participar de experiências significativas de ensino-aprendizagem presenciais e virtuais. Elas nos mostram que estamos no caminho certo e contribuem para nossa maior realização profissional e pessoal.

Referências bibliográficas
MORAN, José Manuel; MASETTO, Marcos; BEHRENS, Marilda. Novas tecnologias e mediação pedagógica.
3. ed. Campinas: Papirus, 2001.
www.eca.usp.br/prof/moran


Desafios da televisão e do vídeo na escola..

Síntese
Livro: Um Salto para o Futuro
3.3 Desafios da televisão e do vídeo à escola (José Manuel Moran)
Destaca-se neste texto a importância da televisão e do vídeo no contexto escolar. A televisão, o cinema e o vídeo são meios de comunicação audiovisuais que desempenham indiretamente um papel educacional relevante. Passa-nos continuamente informações interpretadas, mostram modelos de comportamentos, ensinam linguagens coloquiais, multimídia e privilegiam alguns valores em detrimento de outros.
Nos educadores, fazemos pequenas adaptações, damos verniz de modernidade nas nossas aulas, mas fundamentalmente continuamos prendendo os alunos pela força e os mantemos confinados em espaços barulhentos, sufocantes, apertados e fazendo atividades pouco atraentes.
A eficácia de comunicação dos meios eletrônicos, em particular da televisão deve-se também à capacidade de articulação, de superposição e de combinação de linguagens diferentes- imagens, falas, música, escrita com uma narrativa fluida, uma lógica pouco delimitada, gêneros, conteúdos e limites éticos pouco preciso, o que lhe permite alto grau de entropia, flexibilidade e de adaptações à concorrência a novas situações.
A televisão estabelece uma conexão aparentemente lógica entre mostrar e demonstrar. Mostrar é igual a demonstrar, a aprova e a comparar. Uma  situação isolada converte-se em situação paradigmática, padrão e universal. Ao mesmo tempo, o não - mostrar equivale a não existir, a não acontecer. O que não se vê, perde a existência. 
Vivemos uma época de grandes desafios no ensino, focando na aprendizagem. Vale à pena pesquisar novos caminhos de interação do humano, do tecnológico, do sensorial, do emocional, do racional, do ético, do presencial e do virtual de interação da escola, do trabalho e da vida.
Concluindo, os modelos de educação tradicional, não nos servem mais. Por isso é importante experimentar algo novo a cada semestre. Fazer as experiências possíveis nas nossas condições concretas, assim, pouco a pouco iremos avançando e mudando.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas....

 

"Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
 

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado".
Rubem Alves